Il contributo del Brasile nella lotta contro fame e povertà

La rielezione di José Graziano da Silva a Direttore Generale della FAO conferma l’apprezzamento internazionale nei confronti del suo operato

Editoriale dell’Ambasciatore Maria Laura da Rocha, Rappresentante permanente del Brasile presso la FAO

Il Governo brasiliano ha accolto con soddisfazione e gratitudine il forte sostegno fornito dagli Stati membri per la rielezione del professor José Graziano da Silva a Direttore Generale della FAO, in occasione della 39ª Conferenza dell’Organizzazione. La candidatura brasiliana ha ottenuto il 97% dei voti favorevoli (182), corrispondenti al sostegno del 91% dei 194 Stati Membri della FAO. Questo significativo risultato si deve principalmente a quanto realizzato dal professor Graziano da Silva nel suo primo mandato come Direttore Generale.
In seguito all’annuncio della rielezione, tutti e sette i gruppi regionali che operano nella FAO – America Latina e Caraibi, Asia, Africa, Europa, Medio Oriente, America del Nord e Pacifico Sud-Occidentale – così come BRICS, G77+Cina e altri gruppi, hanno riconosciuto ed elogiato l’operato del professor José Graziano da Silva. In particolare, hanno sottolineato che la FAO è oggi un’organizzazione molto più efficiente ed efficace, in seguito alle importanti misure adottate, come la costituzione di cinque obiettivi strategici, il rafforzamento del processo di decentramento e l’allocazione delle risorse in base a criteri chiari e prestabiliti.
Il Programma di Lavoro e il Bilancio per il periodo 2016-2017 riflettono, con chiarezza e trasparenza, gli otto problemi principali da evidenziare nel prossimo biennio, a partire dall’alimentazione e dalla tutela sociale. L’attenzione verso questi ambiti contribuirà a far sì che la FAO sia in grado di supportare la comunità internazionale nel promuovere il diritto umano a un’alimentazione adeguata, nel contesto del cambiamento climatico e in linea con l’agenda dello sviluppo sostenibile. Il diritto umano all’alimentazione è un diritto fondamentale e universale. È nostra ferma responsabilità tutelarlo e promuoverlo, soprattutto quando e dove è negato o minacciato.
Nell’ambito della cooperazione, la FAO ha diffuso pratiche che creano circoli virtuosi di sviluppo socio-economico e ambientale, come ad esempio gli acquisti locali da famiglie di agricoltori per l’alimentazione scolastica. Il Brasile, attraverso il PAA Africa (Purchase from Africans for Africa – Acquistare da Africani per l’Africa) ed altri programmi di cooperazione tecnica triangolare, sostiene la FAO nella diffusione di tali pratiche, così come nella formazione di funzionari pubblici dei Paesi in via di sviluppo. Il Governo brasiliano si è impegnato a finanziare 27 progetti in corso, pari ad un impegno economico totale che supera i 100 milioni di dollari USA. In questo contesto, la rielezione del professor José Graziano da Silva è anche il riconoscimento internazionale delle potenzialità e degli ottimi risultati delle politiche pubbliche brasiliane per combattere la fame e ridurre la povertà che sono state attuate nel Paese dal 2003. Come ha affermato l’ex presidente Lula, nel suo intervento nel corso della
39ª Conferenza, “è possibile eliminare la fame nel mondo. Essa persiste non a causa della produzione insufficiente di cibo, ma per le gravi disparità di reddito. È fondamentale, in questo senso, fare uso di strumenti di protezione sociale, al fine di includere i più poveri in sistemi alimentari più sostenibili”.
Il professor José Graziano da Silva è consapevole che superare la fame in maniera sostenibile e continuativo è la misura del suo successo nel compiere la missione, e la ragion d’essere della FAO. La sua rielezione rappresenta la consacrazione ed il riconoscimento del ri-orientamento politico dell’Organizzazione nella sua volontà di combattere la fame e sradicare la povertà. Riflette, inoltre, il diffuso riconoscimento, da parte della comunità internazionale, del contributo della FAO per il sistema multilaterale e lo sviluppo sostenibile.


 

A contribuição do Brasil na luta contra a fome ea pobreza

A reeleição de José Graziano da Silva como Diretor Geral da FAO confirma a apreciação internacional para seu trabalho

O Governo brasileiro recebeu com satisfação e gratidão o firme apoio prestado pelos Estados Membros à reeleição do Professor José Graziano da Silva como Diretor-Geral da FAO, durante a 39ª Conferência da Organização. A candidatura brasileira obteve 97% dos votos contabilizados (182), o que corresponde ao apoio de 91% dos 194 Estados Membros da FAO. O resultado expressivo deve-se, sobretudo, ao desempenho do Professor Graziano da Silva em seu primeiro mandato como Diretor-Geral.
Após o anúncio da reeleição, todos os sete grupos regionais que atuam na FAO – América Latina e Caribe, Ásia, África, Europa, Oriente Médio, América do Norte e Sudoeste do Pacífico – além de BRICS, G77+China e outros agrupamentos, reconheceram e elogiaram o desempenho do Professor José Graziano da Silva. Ressaltaram, sobretudo, que a FAO é hoje uma organização muito mais eficiente e efetiva, em virtude de importantes medidas, como o estabelecimento de cinco objetivos estratégicos, o fortalecimento do processo de descentralização e a alocação de recursos com base em critérios claros e preestabelecidos.
O Programa de Trabalho e Orçamento para 2016-2017 reflete, com clareza e transparência, os oito principais temas a serem enfatizados no próximo biênio, como a nutrição e a proteção social. O foco em tais áreas contribuirá para que a FAO tenha condições de apoiar a comunidade internacional na promoção do direito humano à alimentação adequada, no contexto da mudança do clima e em sintonia com a agenda de desenvolvimento sustentável. O direito humano à alimentação é um direito fundamental e universal. É nossa responsabilidade permanente proteger e promovê-lo, especialmente quando e onde estiver negado ou ameaçado.
No campo da cooperação, a FAO tem disseminado práticas que criam círculos virtuosos de desenvolvimento socioeconômico e ambiental, como as compras locais da agricultura familiar para alimentação escolar. O Brasil, por meio do PAA Africa (“Purchase from Africans for Africa”) e de outros programas de cooperação técnica triangular, vem apoiando a FAO na difusão de tais práticas, bem como na capacitação de agentes públicos de países em desenvolvimento. O Governo brasileiro destaca recursos financeiros para 27 projetos em andamento, os quais representam orçamento total que ultrapassa USD 100 milhões. Nesse contexto, a reeleição do Professor José Graziano da Silva é também o reconhecimento internacional do potencial e dos excelentes resultados das políticas públicas brasileiras de combate à fome e redução da pobreza que vêm sendo implementadas no País desde 2003. Como afirmou o ex-presidente Lula, em sua intervenção durante a 39ª Conferência: é possível eliminar a fome do mundo. Ela persiste não devido à produção insuficiente de alimentos, mas às graves disparidades de renda. É fundamental, nesse sentido, fazer uso de instrumentos de proteção social, com a finalidade de incluir os mais pobres em sistemas alimentares mais sustentáveis.
O Professor José Graziano está ciente de que superar a fome de maneira sustentável e continuada é a medida de seu êxito no cumprimento da missão e da própria razão de ser da FAO.
Sua reeleição representa o endosso e consagração da reorientação política da Organização na busca do combate à fome e da erradicação da pobreza. Reflete, ademais, o amplo reconhecimento da comunidade internacional acerca da contribuição da FAO ao sistema multilateral e ao desenvolvimento sustentável.